Sou uma garota comum, com sonhos e vontades, desejos realizados, alguns esquecidos e outros almejados. Nem sempre sou diferente de todos, mais quase nunca sou igual nunca gostei de pessoas iguais a outras, vivo buscando minha identidade através das minhas falas, situações em que me submeto e da maneira como busco resolve-las.
Gosto de estar com minha família, mais amo estar com meus amigos, gosto de ficar em casa, mais não perco oportunidade de sair, incoerente não é mesmo?Mais nem tudo na vida têm coerência, não vivemos fazendo o que falamos e nem falando o que fazemos.
O importante é que inconstante ou mesmo diferente nunca deixo de ser eu. Tenho um gênero forte que geralmente é confundido com grosseria ou ignorância, não concordo com esses adjetivos que as pessoas me dão, e não são esses os rótulos que gosto que me dê, porém nem sempre tento mudá-los, devemos dar importância ao que os outros acham. Mais muito mais do que isso devemos nos importa com o que nos mesmos estamos pensando. Não sou do tipo de pessoa que faz as coisas para agradar aos outros, busco me agradar, fazer o que vai me deixar bem afinal não são as outras pessoas que vão ficar no meu lugar no final,sou bem curiosa, gosto de descobrir coisas, correr alguns riscos, mudar as coisas, estar em constante mutação.
Não me magôo fácil, mais se magoada guardo um remoço que talvez seja para vida toda. Posso perdoar alguém pelos seus erros mais nem sempre confio de novo, não julgo muito os outros acho que o único que pode fazer isso é Deus e eu definitivamente não chego nem perto de ser tão justa.
Eu sou aquela que tem medo do escuro, mas sempre está na escuridão, aquela que sorri por fora e chora por dentro, a que é rodeada de amigos, e se sente sozinha, que diz que odeio, mas no fundo amo com cada fibra do meu coração, a que nunca é compreendida pelos outros, e às vezes nem por mim mesma.
O que é verdadeiro me emociona, fascina e dá medo. É, medo. Medo de que acabe antes do que se espera, antes de poder provar o gostinho da felicidade do que é sincero medo de perder a oportunidade de se mostrar de verdade, de se entregar. É estranho perceber que sua felicidade às vezes depende da veracidade de uma palavra ou de um gesto, da sinceridade de um ato. Mas é bom saber o quanto precisamos disso, o quanto devemos isso, aos outros e a nós mesmos.
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