Sempre foi vista de uma forma superficial, todos a achavam uma moça delicada e gentil, era sempre citada quando o assunto era “a boa garota”, sempre foi assim, sempre se sentiu e foi vista dessa forma, sempre com um belo sorriso e um olhar doce por onde passava, encantando a todos com toda a sua aparente bondade.
Uma garota tímida que nem sempre conseguia se expressar, um alguém feliz e com tudo o que queria. Bom ,era esse o ponto de vista da sociedade,mas para ela era uma garota reprimida por todos, que se calava por não poder ser quem queria ser. Na verdade era uma menina triste em seu interior, mas que, as pessoas adoravam como a doce e ingênua mocinha, então deveria continuar assim.
Teve toda a sua infância marcada por quão fofa ela era, ate que decidiu ser o que era, não ter medo de como a sociedade a encararia, ou se seria aceita ou não, decidiu ser ela mesma por apenas um final de semana.
Então quis sair e se divertir como nunca teria feito antes em toda a sua historia, arrumou o cabelo, passou a maquiagem mais forte que tinha, tirou o sapatinho de cristal, desfez a aparência de garotinha e se tornou a revoltada, quando saiu na rua todos a olhavam, porem com um olhar critico, um olhar a condenando pelo que ela estava prestes a fazer. Nem por isso ela mudou de idéia,nesse fim de semana fez tudo o que as outras adolescentes faziam, fez o que sempre quis fazer, e quando tudo acabou, ela então decidiu a partir daquele dia nunca mais seria a garota inocente e delicada que queriam que ela fosse, só queria ser ela mesmo.
A boneca tinha se tornado humana, agora já não era a perfeição que á habitava, seu interior estava repleto de defeitos, ela estava bêbada e não sabia como agir, estava feliz e já não era pela bebida, ela era o que quis ser, e agora sabia que poderia ter o que quisesse.
Agora as pessoas a julgam como a garota revoltada que esta acabando com a vida, mas para ela nunca houve alguém que se sentisse tão vivo quanto ela nesse momento.
O mundo a vê como uma louca, que precisa de tratamento por querer ser diferente, e ela? Ela vê as pessoas do mundo como uma maquina de Xerox, todos sempre copias uns dos outros. Eles têm dó dela, e ela? Sente pena por todos terem a mesma visão do mundo.

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